A rapa do tacho. Déficit previenciário do RN bate recorde


O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (Ipern) alcançou R$ 55,94 bilhões em dezembro de 2025, segundo relatório apresentado ao Conselho Estadual de Previdência Social. O resultado evidencia que, no longo prazo, os recursos projetados para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) não serão suficientes para custear todas as aposentadorias e pensões previstas pelas regras atuais, reforçando a necessidade de medidas para garantir o equilíbrio financeiro do sistema. Atualmente, o Tesouro Estadual precisa arcar mensalmente com um valor de cerca de R$ 150 milhões para compensar a falta de recursos da previdência.

O cenário ganha relevância em meio ao impasse envolvendo a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que, em setembro do ano passado, estabeleceu prazo para que o Governo apresentasse um plano de amortização do déficit atuarial.

O relatório atuarial mostra que o Ipern administra atualmente a previdência de 49.374 servidores ativos, além de 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas. As provisões para pagamento dos benefícios futuros somam R$ 60,34 bilhões, enquanto os ativos do plano alcançam R$ 4,39 bilhões, incluindo fundos de investimento e compensações previdenciárias. A diferença entre obrigações e ativos resulta no déficit atuarial de R$ 55,94 bilhões.

Na avaliação do presidente do Conselho Estadual de Previdência Social, Eleazar Cavalcante de Brito, a previdência representa hoje o maior desafio fiscal do Estado. Segundo ele, o problema tende a se agravar em razão do crescimento contínuo das despesas com aposentadorias e pensões e da redução da arrecadação previdenciária. 

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