“Caos administrativo”, déficit acima de R$ 3 bilhões, dívida de R$ 363 milhões de consignados, pacientes sem acesso a medicamentos, cirurgias suspensas, terceirizados há três meses sem salário e risco de interrupção no monitoramento de mais de mil apenados. Foi com esse conjunto de acusações que a oposição resumiu a situação do Rio Grande do Norte durante sessão da Assembleia Legislativa, em um dos momentos mais duros de enfrentamento político recente contra a gestão estadual.
A ofensiva partiu do deputado Luiz Eduardo (PL), que reuniu números, relatos e cobranças em sequência. “O Rio Grande do Norte vive um caos. Um caos administrativo”, afirmou. O parlamentar também criticou o atendimento à população na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e em unidades de saúde da rede estadual. Segundo ele, a população enfrenta um cotidiano de deslocamentos longos e incerteza no atendimento. “Tem gente que sai do interior, chega às 4h ou 5h da manhã e não encontra o seu medicamento”, disse, citando inclusive tratamentos oncológicos e insulina.
O parlamentar avançou sobre a rede hospitalar e descreveu um cenário de paralisações e inadimplência. “As cirurgias ortopédicas estão suspensas por falta de insumos”, afirmou, acrescentando que “o governo não pagou os fornecedores”.
No mesmo bloco de críticas, Luiz Eduardo também destacou o não pagamento de emendas parlamentares. “Nenhuma emenda de deputado foi paga até hoje”, afirmou.
A fala foi reforçada pelo deputado Tomba Farias (PL), que trouxe um dado ainda mais sensível. “Semana passada morreram quatro pessoas na cidade de Santa Cruz por falta de UTI”, afirmou.
As críticas também alcançaram a relação com trabalhadores terceirizados. O deputado Nelter Queiroz (PSDB) relatou impasse envolvendo pagamentos na área da educação. “É uma vergonha”, afirmou. Segundo ele, a empresa contratada alega não ter recebido, enquanto o governo sustenta o repasse. “
































